Assim
como a lua é uma só, mas sempre está passando por fases que interferem na forma
como a enxergamos, isso também acontece conosco: temos apenas uma vida que sempre
está passando por fases, da mesma forma que a lua...
Certamente,
todo mundo já passou por aquela fase “minguante”; aquela fase em que nos
sentimos incompletos, insatisfeitos e ficamos questionando o sentido da vida e
o propósito de nossa existência. Nessa fase, as pessoas apenas veem uma parte
(boa) de nós exposta, enquanto a outra metade se esconde.
Dias
“minguantes” são aqueles em que aceitamos ajudar um amigo quando, na verdade,
somos nós que precisamos de ajuda; quando precisamos nos arrumar para sair e
usamos maquiagem para disfarçar a tristeza em nosso rosto, ou quando precisamos
sorrir enquanto seguramos uma criança no colo, mas nosso coração está chorando
por dentro...
Às
vezes, passamos por situações em que parecemos com a lua “nova” – totalmente escondidos,
encolhidos ou até invisíveis. Em alguns casos por opção, em outros, por
situações.
Há
momentos em que nos recolhemos por vontade própria. Precisamos de um tempo a
sós para organizar a ideias, refletir sobre a vida, reavaliar conceitos ou
traçar metas para novas mudanças. Mas também há momentos em que nos recolhemos
por tristeza ou desânimo, por sentimo-nos inúteis ou até “transparentes”,
invisíveis aos olhos dos que estão ao nosso redor e até daqueles a quem amamos.
O
tempo passa e percebemos que não dá para viver eternamente num esconderijo,
afinal, a vida continua. De uma forma ou de outra, precisamos prosseguir na
caminhada da vida e isso implica, necessariamente, em “mostrar-se”, “dar as
caras”... Isso porque somos seres sociáveis, o que significa que eu preciso do
outro e o outro também precisa de mim. Quando compreendemos isso, há uma mudança
em nós e surge, então, uma nova fase.
É
de se concordar que a fase da lua cheia é a mais bela e encantadora de todas.
Nessa época, a lua surge imperiosa, dourada, mostra-se no ponto mais alto e faz
do céu um palco para seu espetáculo. As estrelas apenas complementam seu
esplendor e uma noite assim é quase impossível passar despercebida. Todos que veem
se encantam, se apaixonam e querem apenas contemplar tudo que a lua tem de belo
para mostrar.
A
fase “cheia” das nossas vidas é aquela em que percebemos o nosso real valor;
quando entendemos que somos especiais para Deus e que há pessoas aqui na terra
que realmente se importam conosco; que se estamos vivos é porque há um
propósito e que a vida é muito bela para não ser vivida por completo.
Portanto,
não importam as circunstâncias pelas quais passamos ou a tristeza que sentimos,
quando reconhecemos nosso valor e aceitamos o desafio de viver intensamente,
surge uma luz em nós que irradia, ilumina e encanta até quem nos enxerga de
longe. Por isso, não importa em que fase você esteja, lembre: é só uma fase,
vai passar e logo, logo, você voltará a brilhar.
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