domingo, 10 de novembro de 2013

Uma dor maior que a minha



Descreva a dor. Difícil não é mesmo? Como descrever o que a alma sente e o corpo só consegue expressar em lágrimas?
Todo ser humano sente dores das mais variadas possíveis. Há dores de cabeça que tiram nosso sossego. Durante uma dor de cabeça “daquelas”, um simples sussurro transforma-se num trio elétrico e um feixe de luz diante dos olhos mais parece o reflexo do sol ao meio dia. Há a famosa dor na barriga que incomoda demais e tira nosso apetite, fazendo qualquer manjar parecer desagradável ao paladar. Sentimos dores no dente, no ouvido, na coluna, na perna, no ombro, no rim, entre outras. As mulheres, talvez, sintam mais dores que os homens porque cólica e dor de parto não é fácil de suportar.
Para cada tipo de dor recorremos a um medicamento específico – seja industrial, manipulado ou natural – porque tudo o que mais queremos é nos livrar desse incômodo. Mas há um tipo de dor que o remédio não resolve: a dor que um coração machucado sente. O que tomar para diminuir uma dor que você não sabe onde começa e onde termina? Uma dor que não aparece em exames, nem possui tratamento específico? Diante desse tipo de dor e da incapacidade de extirpá-la de uma só vez, procuramos fugir. Algumas pessoas, então, tomam medicamentos para adormecer, na tentativa de aliviar a angústia, mas quando passa o efeito da medicação, a dor ainda está lá...
Humilhação, rejeição, traição, desprezo, saudade, perda, solidão, mentira, falsidade, entre outras, são causas das dores que um coração sente e só quem passa ou já passou por circunstâncias como essas sabe como é. Em momentos assim, o dia não nasce, ele empurra a noite para trás e nos força a acordar. Sentimo-nos indispostos e tristes, obrigados a sobreviver por mais um dia. A comida não tem sabor, qualquer roupa serve para usar, o celular é evitado e não há sorrisos. Ficamos indiferentes a tudo e todos. O que mais queremos é sumir para esquecer nossa existência, isso porque algo dentro de nós ainda está doendo...
Uns se conformam com a situação, outros usam o restante de suas forças para mudar a realidade. Uns já não se importam mais e descontam sua dor na vida, outros se deprimem e esperam ser consumidos. Uns recorrem ao auxílio humano, outros ao auxílio divino. Mas a maioria de nós, em momentos assim, geralmente pergunta a Deus “Por quê?” e quando a resposta não vem parece que dói ainda mais... Tendemos a pensar que Deus é injusto, que não nos compreende, que não sabe o que é dor, que não se importa conosco, mas estamos enganados.
Deus tornou-se homem na figura de Jesus Cristo e, por ser humano como nós, ele também sentiu dores. Ele sabe exatamente como nos sentimos quando o corpo e alma sentem dores. Ele foi humilhado, desprezado, rejeitado e traído. Ele sabe o que é amar alguém que não sente o mesmo e também sabe o quanto dói perder quem ama. Mas, além dessas dores, Jesus sentiu uma dor que nenhum de nós já sentiu: ser cravado numa cruz e morrer.
Lá na cruz Jesus sentiu dores terríveis em seu corpo, mas seu coração (certamente) também estava machucado e tudo isso por um simples motivo: nos amar. Ele nos queria de volta perto de si e, como o salário de pecado é a morte, ele levou a nossa morte e nos deu a sua vida.
A cruz é o símbolo da maior prova de amor que podemos receber e nenhuma dor se compara à dor que Jesus sentiu ali. A dor dele foi muito maior que todas as dores que sentimos durante a vida. Por nos entender é que ele se compadece de nós e nos ajuda em momentos de dor. Nele temos força para superar qualquer circunstâncias porque

“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados.” IS 53.4,5

sábado, 2 de novembro de 2013

Finados: Uma segunda chance

Fonte: faloutchau.com.br


Ele se foi e eu não tive tempo de me despedir. Não pudemos conversar e, mesmo que apenas eu falasse, ele não poderia mais me ouvir... Ele se foi e eu não soube o que ele planejava, os sonhos que tinha sobre o futuro e o que pretendia conquistar. Talvez, eu não estive presente como deveria, não o ouvi o suficiente, nem chorei com ele enquanto havia tempo. Agora é tarde demais...
Naquele domingo, à tarde, eu estava ocupada demais para visitá-lo. Resolvi deixar para vê-lo no domingo seguinte, mas o encontro nunca aconteceu... O presente que eu pretendia comprar para seu aniversário nunca saiu da loja e não pude ver a alegria em seus olhos quando o recebesse.
O velório foi – como na maioria – paradoxal: tantas pessoas presentes, gente que naquele dia teve tempo para ir vê-lo; gente que abriu mão de um compromisso, saiu mais cedo do trabalho ou faltou aula só para poder estar lá. Mas muitas dessas pessoas nunca o visitaram antes, não ligavam para saber como ele estava e (talvez) a maioria nem soubesse a data do seu aniversário. Então, foi paradoxal ver alguém que passou tantos aniversários sozinho ganhar, num só dia, tantas flores e visitas. Isso mexeu comigo...
Hoje, me arrependo... Arrependo-me por viver ocupada demais e não ter tido muito tempo para estar com ele; arrependo-me por não valorizar os pequenos instantes que tivemos juntos, vendo-os como se fossem os últimos, porque afinal foram, mas ninguém pensa nisso não é mesmo?. Eu me arrependo por não ter dito mais vezes que o amava e não ter me esforçado mais para que ele soubesse que isso era verdade.
O tempo não volta e eu não posso fazer mais nada com relação a ele, porque onde estiver, o que eu faço, não faz mais diferença. Sendo assim, que sentido tem o dia de “Finados”? Serve apenas para eu sentir tristeza e remorso pelo que não fiz ou perdi de quem tanto amava? NÃO! Eu acredito que esse dia não é apenas para lembrarmos dos que já se foram, mas principalmente para refletirmos sobre nossa conduta diante dos que ainda permanecem conosco; pensarmos que cada dia junto dos que amamos é uma segunda chance que temos de não perder as oportunidades que perdemos no passado. Hoje, podemos escolher fazer o que é realmente importante, antes que seja tarde demais...
Acredito, então, que mais importante que querer homenagear os que já se foram é fazer algo pelos que ainda estão conosco. Por isso, diga “Eu te amo” com mais frequência; durma meia hora a menos e use esse tempo conversando com um amigo; diga a sua mãe o quanto ela é importante para você; não dê presentes apenas em aniversários (pode não dar tempo...), pelo contrário, surpreenda quem você ama com presentes inesperados; não perca tanto tempo chateado com alguém porque depois você pode querer esse tempo de volta e não ter mais...
Enfim, faça que quem você ama saiba e sinta isso enquanto há vida, pois depois dela resta-nos apenas a lembrança do que fizemos ou deixamos de fazer.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Homens & Sapatos: Para Garotas


Fonte: garotabeleza.com.br

     Alguma vez na vida você já saiu para comprar sapatos e foi em busca do sapato ideal para a ocasião que estava por vir ou daquele que fizesse seu estilo e completasse sua coleção? Lembra que você rodou, buscou, andou de loja em loja e até mesmo voltou às primeiras lojas que você olhou? Lembra que você provou vários modelos, de formas e cores diferentes? Você pode até ter escolhidos uns “extras”, mas AQUELE sapato você ainda não tinha encontrado. Até que...

     Até que num momento, quando você já estava quase conformada com o que tinha nas mãos, quando seus olhos apenas “passeavam” pelas vitrines num ato de curiosidade apenas, pois em seu coração você pensava “É o jeito levar esse mesmo” ou “Vou deixar para a próxima. Quem sabe, chegam novos modelos”, você vislumbra o sapato PERFEITO. Ele é lindo! O formato, a cor, os detalhes, tudo nele é perfeito e parece ter sido feito sob encomenda só para você.


     Seus olhos se “enchem”, seu coração acelera, você larga de lado o que estava em sua mão e diz ao vendedor “Eu quero aquele!”. Você diz seu número e ele vai buscar. Enquanto ele sai, você fica ansiosa e feliz, num misto de sorte e coincidência pelo que lhe ocorreu. Quando o vendedor retorna trazendo a caixa nas mãos, seus olhos brilham mais uma vez e até o desenho da caixa parece ser encantador. Mas antes de abrir a caixa, o vendedor te dá uma notícia que faz sua garganta “travar” e toda aquela alegria por ter encontrado o sapato ideal, perfeito para você, desvanecer ao ouvir que não tem mais no seu número. Só restou um no número inferior. Você diz “Isso não possível! Deve haver outros nas outras lojas! O senhor pode ir olhar para mim, por favor?” Mas a resposta dele é “Eu já fiz isso e esse é o último de todas as lojas”.


     Nesse momento seu coração aperta e, embora você saiba que aquele número não dá para seu pé, sua vontade e sua expectativa de usá-lo é maior que a realidade. Num milésimo de segundo em sua mente passam as imagens da festa, você com um belo vestido, maquiagem, penteado e o principal: aquele sapato. Então, seu desejo é maior do que aquilo que você já sabe – não vai dar – e ainda assim você calça. O sapato aperta. Você puxa de um lado, folga a correia de outro e finalmente o sapato entra! Você volta a ficar feliz e acredita que dessa vez um número menor vai servir para você, mas ao tentar andar você percebe que será impossível aguentar cinco minutos em pé ou dez minutos sentada com aquele sapato. Nesse instante a realidade vem à tona e toda a “fantasia” da festa criada vai embora. Você senta, tira o sapato, devolve ao vendedor quase chorando e diz que vai levar o outro mesmo ou volta outro dia para ver outros modelos. Ele leva a caixa e seu sonho junto e você volta para casa ou com o que “foi o jeito comprar” ou decepcionada por não ter o que queria.


     Assim também pode acontecer na vida de uma garota que conhece um rapaz e pensa “Esse é o homem da minha vida! Ele é perfeito pra mim! É com quem quero passar o resto da minha vida!”. E você faz de tudo para algo de bom, lindo e verdadeiro dar certo. Mas com o tempo as coisas vão “apertando” e você começa a perceber que, embora ele seja realmente “perfeito”, ele não é o “perfeito” para você. Nesse momento, é preciso ter coragem suficiente para ser realista e abrir mão de algo que é até “perfeito”, mas que não foi feito para você. Insistir só te causará dor e sofrimento e, assim como com um sapato apertado, você pode cair, se ferir ou mesmo “quebrar” aquilo que deveria durar por muito tempo.

     O melhor a se fazer nessas horas é ser realista, se conformar e esperar o “sapato/garoto” perfeito para você! Ele existe! Pois, assim como nas lojas nunca param de chegar novos sapatos com números diversos, inclusive o seu, na vida as pessoas nunca deixam de encontrar seu “par”. Com você não será diferente! ACREDITE: Deus tem alguém (PER)FEITO especialmente para VOCÊ!

Vaso, está esperando sua tampa certa?


    
Fonte: restauranteemsp.com.br 


   Imagine dois vasos plásticos, desses que nossas mães valorizam tanto; um redondo e um quadrado, quase do mesmo tamanho.

     Agora imagine pôr a tampa de um no outro e vice e versa, sendo que dentro de cada um existe determinado conteúdo. O que aconteceria se alguém balançasse esses vasos? E se os colocassem de cabeça para baixo? Preservar o conteúdo íntegro seria difícil, não é mesmo? Assim também pode acontecer em nossas vidas se tentarmos escolher as “tampas” por nossa própria vontade.

     Você pode olhar para um(a) garoto(a) e pensar “Ahhh, eu quero esse(a) pra mim! Olha que lindo(a)! Combina comigo!”, mas se você criar um relacionamento com alguém por beleza, dinheiro, desespero ou porque simplesmente “combina” com você, nas horas difíceis pode acontecer como aquele vaso com a tampa trocada: a tampa cai, o vaso vira e todo o conteúdo é perdido, porque não era a tampa certa.
  
     Acredito que da mesma forma que existe a tampa certa para cada vaso, há uma pessoa certa para cada um de nós; a pessoa que Deus tem e quer te dar – você só precisa esperar! Sabe por quê? Porque essa pessoa é sua “tampa” certa! Assim como no vaso que é tampado com a tampa certa, seu relacionamento será firme e duradouro. Pode haver “balançadas” e “reviravoltas”, mas vaso e tampa (você e seu amor) estarão unidos de tal forma que NADA PODERÁ SEPARÁ-LOS!

     Vaso e tampa, uma vez juntos, não se separam até que a mão que os uniu o faça. Se você pedir a Deus que crie seu relacionamento, em sua vida a frase “O que Deus uniu, homem algum pode separar” será verdade.

     Então, se você (assim como eu) deseja sinceramente ser um “vaso” nas mãos de Deus, a melhor forma de ter um relacionamento abençoado é esperar Deus mandar sua “tampa” certa. E quando esse dia chegar você saberá que valeu a pena esperar, pois será BOM, PERFEITO e AGRADÁVEL!

O Homem Ideal

Fonte:euviali.com

Ele tem o cabelo da cor natural – a que Deus lhe deu desde quando nasceu. Seus olhos brilham, independente se são azuis, verdes, castanhos ou pretos. Seu rosto – redondo, quadrado ou retangular – é lindo e combina perfeitamente com todo seu corpo. Não importa se seus músculos são “vigorosos” ou não, desde que tenham força para me abraçar, são mais que “bem feitos”.
O homem ideal pode ser alto ou baixo, gordo ou magro. Não importa! Ele pode ser negro, pardo, amarelo ou branco. Brasileiro ou estrangeiro. Não sendo de outro planeta, está ótimo!
Sua idade? Depende... porque o tempo cronológico nem sempre é o mesmo que o tempo psicológico.
Esse homem pode já ter um bom emprego ou estar à procura de um; pode ser pós-doutor ou ainda fazer supletivo; pode ter um carro, uma bicicleta ou andar a pé; pode comer caviar no melhor restaurante da cidade ou comprar pastel na feira. Ele pode ser de uma família nobre ou não ter família; pode ser da classe A, B ou C, não importa, o que faz a diferença é seu caráter. Não importa se ele mora na capital ou no interior; se tem casa própria ou paga aluguel. Não importa se mora na zona sul ou na zona norte. Sendo “ele”, qualquer lugar torna-se mágico.
O homem ideal tem erros, defeitos e falhas, mas ele as reconhece e tenta acertar. Ele chora, sente medo e, às vezes, tem receio em tentar, mas ele nunca desiste. Ele se esquece, se aborrece e pode até gritar, mas tudo isso faz parte de sua natureza humana.
Esse homem pode até machucar quem ama, mas se arrepende e tenta mudar. Ele também compreende a falha do outro e sabe perdoar. Pode, ás vezes, até dizer “não”, mas no fundo, no fundo, tem um bom coração. Ele pode até ter “ficado” com muitas garotas ou estar sem ninguém até hoje. Pode ser romântico ou neutro, doce ou rígido, prolixo ou sintético, mas o jeito que tiver é o ideal.
E se aqui ainda faltarem tantas descrições, tal tentativa não terá sido em vão, pois, por mais que tentasse, sei que não conseguiria expressar em palavras como ele é.

Em suma, a característica mais fascinante do homem ideal é que ele EXISTA e que, independente da forma que for, possamos ser felizes juntos.