sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

As quatro fases de uma vida



Assim como a lua é uma só, mas sempre está passando por fases que interferem na forma como a enxergamos, isso também acontece conosco: temos apenas uma vida que sempre está passando por fases, da mesma forma que a lua...
Certamente, todo mundo já passou por aquela fase “minguante”; aquela fase em que nos sentimos incompletos, insatisfeitos e ficamos questionando o sentido da vida e o propósito de nossa existência. Nessa fase, as pessoas apenas veem uma parte (boa) de nós exposta, enquanto a outra metade se esconde.
Dias “minguantes” são aqueles em que aceitamos ajudar um amigo quando, na verdade, somos nós que precisamos de ajuda; quando precisamos nos arrumar para sair e usamos maquiagem para disfarçar a tristeza em nosso rosto, ou quando precisamos sorrir enquanto seguramos uma criança no colo, mas nosso coração está chorando por dentro...
Às vezes, passamos por situações em que parecemos com a lua “nova” – totalmente escondidos, encolhidos ou até invisíveis. Em alguns casos por opção, em outros, por situações.
Há momentos em que nos recolhemos por vontade própria. Precisamos de um tempo a sós para organizar a ideias, refletir sobre a vida, reavaliar conceitos ou traçar metas para novas mudanças. Mas também há momentos em que nos recolhemos por tristeza ou desânimo, por sentimo-nos inúteis ou até “transparentes”, invisíveis aos olhos dos que estão ao nosso redor e até daqueles a quem amamos.
O tempo passa e percebemos que não dá para viver eternamente num esconderijo, afinal, a vida continua. De uma forma ou de outra, precisamos prosseguir na caminhada da vida e isso implica, necessariamente, em “mostrar-se”, “dar as caras”... Isso porque somos seres sociáveis, o que significa que eu preciso do outro e o outro também precisa de mim. Quando compreendemos isso, há uma mudança em nós e surge, então, uma nova fase.
É de se concordar que a fase da lua cheia é a mais bela e encantadora de todas. Nessa época, a lua surge imperiosa, dourada, mostra-se no ponto mais alto e faz do céu um palco para seu espetáculo. As estrelas apenas complementam seu esplendor e uma noite assim é quase impossível passar despercebida. Todos que veem se encantam, se apaixonam e querem apenas contemplar tudo que a lua tem de belo para mostrar.
A fase “cheia” das nossas vidas é aquela em que percebemos o nosso real valor; quando entendemos que somos especiais para Deus e que há pessoas aqui na terra que realmente se importam conosco; que se estamos vivos é porque há um propósito e que a vida é muito bela para não ser vivida por completo.

Portanto, não importam as circunstâncias pelas quais passamos ou a tristeza que sentimos, quando reconhecemos nosso valor e aceitamos o desafio de viver intensamente, surge uma luz em nós que irradia, ilumina e encanta até quem nos enxerga de longe. Por isso, não importa em que fase você esteja, lembre: é só uma fase, vai passar e logo, logo, você voltará a brilhar.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

As quatro estações de uma amizade



           Toda amizade começa como uma bela primavera; tudo fica mais lindo com um amigo por perto. Nos sentimos felizes, empolgados e somos gratos a Deus por nos conceder mais um belo presente em nossas vidas.
A amizade faz surgir em nós os melhores sentimentos e sensações. Com um amigo, nos sentimos fortes, confiantes e (quase) completos. Podemos ser quem realmente somos, sem medo de sermos rejeitados ou incompreendidos. Um amigo tem a capacidade de transformar algo singelo em extraordinário e o simples fato de tê-lo ao nosso lado é motivo suficiente para nos sentirmos os mais felizardos dos seres humanos.
O verão de uma amizade pode ser comparado àquela fase de conhecimento e estreitamento dos laços. São aquelas longas conversas ao telefone ou madrugadas a fio no bate papo, falando do que se gosta e descobrindo dia após dia o quão especial é esse amigo. São as trocas de carinho, o compartilhar de experiências e a criação de expectativas para essa amizade, enfim, são aqueles bons momentos em que tudo parece perfeito entre nós. Entretanto, assim como na natureza, não temos céu azul e sol brilhante o ano inteiro. O outono também chega numa amizade e o que antes era brisa, torna-se uma ventania, afastando-nos de nossos amigos por algum motivo.
O outono pode ser uma longa viagem, uma mudança de moradia ou cidade, a correria do dia a dia, uma mágoa, uma decepção ou qualquer outro motivo que diminua a intensidade da convivência que tínhamos com nossos amigos.
Em alguns momentos, é possível perceber e tentar de alguma forma manter aquecida a chama da amizade e mesmo que o amigo esteja longe fisicamente, continuarmos acreditando que amizades verdadeiras continuam a crescer mesmo a distância.
A amizade também passa por tempos de inverno, quando as coisas mudam e parece que toda aquela magia e encanto acabaram. A gente olha para trás, lembra dos bons momentos vividos juntos, compara com a realidade presente e quase não acredita no que vê. A saudade aperta e o coração dói só em pensar na mínima possibilidade daquela amizade que nos fez tão felizes acabar.
É verdade que em alguns casos o inverno “mata” amizades e o que no outono era apenas uma circunstância passageira ou um problema a ser resolvido, torna-se motivo suficiente para o fim de um sentimento tão belo que compartilhamos. Duas pessoas que eram quase irmãs passam a ser meros conhecidos e passam a tratar-se como quaisquer pessoas.
Amizades são como árvores: precisam de tempo para crescer, empenho e dedicação de ambas as partes para que possam se aprofundar. Se apenas um tentar, dificilmente a amizade permanecerá em momentos de crise/inverno, pois não terá a firmeza necessária para enfrentar as adversidades.
Como disse, há invernos que conseguem “matar” amizades, mas também há amizades capazes de suportar as mais fortes tempestades e permanecer firmes e fortes.
A suma de tudo é: assim como a natureza, as amizades que conquistamos passam pelo teste das estações e sempre dependerá dos amigos envolvidos se ela (a amizade) permanecerá ou não. Entretanto, acredito que quando uma amizade é verdadeira, ela pode estar passando pelo pior dos invernos, nas piores circunstâncias e tudo parecer acabado. Se no fundo de cada coração ainda pulsar aquele sentimento bom que te faz querer chamar o outro de AMIGO, sempre haverá a esperança da próxima estação. Porque depois de um longo, frio e triste inverno, a primavera sempre vem e traz com ela toda a beleza e a força que uma amizade também possui.

domingo, 10 de novembro de 2013

Uma nota baixa para a glória de Deus



Qualquer estudante que é submetido a uma prova, de alguma forma, cria expectativas quanto ao resultado que mostrará seu desempenho. Há aqueles que estudam muito e se esforçam para obter uma boa nota. Há também os que não levam o teste tão a sério e fazem apenas o mínimo para obter a nota que precisam. Todavia, tanto o que estudou muito quanto o que estudou pouco espera receber uma boa nota ou, no mínimo, ficar acima da média.
Quando o resultado das provas é dado, geralmente, traz uma surpresa para alguém. Alguns aceitam a nota com naturalidade porque ela está condizente com seu desempenho. Em contrapartida, outros recebem notas “surpresas”, ou seja, quem esperava uma nota baixa obteve um bom desempenho e ganhou uma boa nota e quem tinha certeza que ficaria acima da média enganou-se e ficou com nota vermelha. Este foi o meu caso...
Há um ano, durante o processo seletivo de um curso, fiz uma prova e tinha certeza que teria um bom resultado. O teste parecia fácil, o conteúdo simples e não tive muitas dificuldades em responder as questões. Entretanto, para minha surpresa, quando o resultado saiu, recebi uma nota vermelha.
No primeiro momento eu não consegui entender o que havia acontecido. Nos outros exames havia me saído bem, mesmo diante de algumas dificuldades, mas reprovar justo na prova em que eu estava tão confiante? Foi difícil compreender...
Um ano se passou e eu tive que retornar à faculdade para fazer o teste novamente. Dessa vez, com candidatos novatos e outros poucos repetentes como eu.
Enquanto esperava a abertura dos portões, conheci uma moça e começamos a conversar. Falamos sobre a prova, o curso, as dificuldades e o processo de seleção. Durante a conversa, tive a oportunidade de contar tudo o que me ocorreu na época que participei da seleção – a mesma que ela estava fazendo. Falei das dificuldades, das lágrimas, da vontade de desistir, mas enfatizei tudo o que Deus fez, como me ajudou e me deu a vitória.
Conversamos por um longo tempo e fiquei feliz por, de alguma forma, poder ajudá-la a se animar um pouco. Acredito que quando ouvimos o que Deus fez na vida de alguém nossa fé aumenta e temos mais esperança para crer que o mesmo (ou ainda mais) pode ocorrer em nossa vida também.
Dado o horário do início das provas nos despedimos e fomos fazer a tão temida prova. Confesso que senti medo durante o teste. Parecia mais complicado do que o do ano passado e saí de lá triste. A todos que perguntavam como havia sido, eu apenas respondia – com a face triste – “Não sei...”.
Para a glória de Deus e minha surpresa, fui aprovada com uma boa nota. Fiquei muito feliz e encantada por ver como as coisas acontecem... Quando pensei que havia tido um bom desempenho tive um resultado negativo, mas quando olhei para o céu, reconhecendo minha incapacidade, e disse a Deus que ele era minha única esperança, a bênção chegou.
O mais incrível de tudo isso foi perceber (e acreditar) que Deus permitiu que eu reprovasse no ano passado só para poder voltar lá nesse ano, encontrar essa amiga e poder, de alguma forma, ajudar a fortalecer sua fé.
Entendi que minha nota baixa teve um propósito e tudo isso se resume na palavra que diz:


“Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” Rm 8.28.

Uma dor maior que a minha



Descreva a dor. Difícil não é mesmo? Como descrever o que a alma sente e o corpo só consegue expressar em lágrimas?
Todo ser humano sente dores das mais variadas possíveis. Há dores de cabeça que tiram nosso sossego. Durante uma dor de cabeça “daquelas”, um simples sussurro transforma-se num trio elétrico e um feixe de luz diante dos olhos mais parece o reflexo do sol ao meio dia. Há a famosa dor na barriga que incomoda demais e tira nosso apetite, fazendo qualquer manjar parecer desagradável ao paladar. Sentimos dores no dente, no ouvido, na coluna, na perna, no ombro, no rim, entre outras. As mulheres, talvez, sintam mais dores que os homens porque cólica e dor de parto não é fácil de suportar.
Para cada tipo de dor recorremos a um medicamento específico – seja industrial, manipulado ou natural – porque tudo o que mais queremos é nos livrar desse incômodo. Mas há um tipo de dor que o remédio não resolve: a dor que um coração machucado sente. O que tomar para diminuir uma dor que você não sabe onde começa e onde termina? Uma dor que não aparece em exames, nem possui tratamento específico? Diante desse tipo de dor e da incapacidade de extirpá-la de uma só vez, procuramos fugir. Algumas pessoas, então, tomam medicamentos para adormecer, na tentativa de aliviar a angústia, mas quando passa o efeito da medicação, a dor ainda está lá...
Humilhação, rejeição, traição, desprezo, saudade, perda, solidão, mentira, falsidade, entre outras, são causas das dores que um coração sente e só quem passa ou já passou por circunstâncias como essas sabe como é. Em momentos assim, o dia não nasce, ele empurra a noite para trás e nos força a acordar. Sentimo-nos indispostos e tristes, obrigados a sobreviver por mais um dia. A comida não tem sabor, qualquer roupa serve para usar, o celular é evitado e não há sorrisos. Ficamos indiferentes a tudo e todos. O que mais queremos é sumir para esquecer nossa existência, isso porque algo dentro de nós ainda está doendo...
Uns se conformam com a situação, outros usam o restante de suas forças para mudar a realidade. Uns já não se importam mais e descontam sua dor na vida, outros se deprimem e esperam ser consumidos. Uns recorrem ao auxílio humano, outros ao auxílio divino. Mas a maioria de nós, em momentos assim, geralmente pergunta a Deus “Por quê?” e quando a resposta não vem parece que dói ainda mais... Tendemos a pensar que Deus é injusto, que não nos compreende, que não sabe o que é dor, que não se importa conosco, mas estamos enganados.
Deus tornou-se homem na figura de Jesus Cristo e, por ser humano como nós, ele também sentiu dores. Ele sabe exatamente como nos sentimos quando o corpo e alma sentem dores. Ele foi humilhado, desprezado, rejeitado e traído. Ele sabe o que é amar alguém que não sente o mesmo e também sabe o quanto dói perder quem ama. Mas, além dessas dores, Jesus sentiu uma dor que nenhum de nós já sentiu: ser cravado numa cruz e morrer.
Lá na cruz Jesus sentiu dores terríveis em seu corpo, mas seu coração (certamente) também estava machucado e tudo isso por um simples motivo: nos amar. Ele nos queria de volta perto de si e, como o salário de pecado é a morte, ele levou a nossa morte e nos deu a sua vida.
A cruz é o símbolo da maior prova de amor que podemos receber e nenhuma dor se compara à dor que Jesus sentiu ali. A dor dele foi muito maior que todas as dores que sentimos durante a vida. Por nos entender é que ele se compadece de nós e nos ajuda em momentos de dor. Nele temos força para superar qualquer circunstâncias porque

“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados.” IS 53.4,5

sábado, 2 de novembro de 2013

Finados: Uma segunda chance

Fonte: faloutchau.com.br


Ele se foi e eu não tive tempo de me despedir. Não pudemos conversar e, mesmo que apenas eu falasse, ele não poderia mais me ouvir... Ele se foi e eu não soube o que ele planejava, os sonhos que tinha sobre o futuro e o que pretendia conquistar. Talvez, eu não estive presente como deveria, não o ouvi o suficiente, nem chorei com ele enquanto havia tempo. Agora é tarde demais...
Naquele domingo, à tarde, eu estava ocupada demais para visitá-lo. Resolvi deixar para vê-lo no domingo seguinte, mas o encontro nunca aconteceu... O presente que eu pretendia comprar para seu aniversário nunca saiu da loja e não pude ver a alegria em seus olhos quando o recebesse.
O velório foi – como na maioria – paradoxal: tantas pessoas presentes, gente que naquele dia teve tempo para ir vê-lo; gente que abriu mão de um compromisso, saiu mais cedo do trabalho ou faltou aula só para poder estar lá. Mas muitas dessas pessoas nunca o visitaram antes, não ligavam para saber como ele estava e (talvez) a maioria nem soubesse a data do seu aniversário. Então, foi paradoxal ver alguém que passou tantos aniversários sozinho ganhar, num só dia, tantas flores e visitas. Isso mexeu comigo...
Hoje, me arrependo... Arrependo-me por viver ocupada demais e não ter tido muito tempo para estar com ele; arrependo-me por não valorizar os pequenos instantes que tivemos juntos, vendo-os como se fossem os últimos, porque afinal foram, mas ninguém pensa nisso não é mesmo?. Eu me arrependo por não ter dito mais vezes que o amava e não ter me esforçado mais para que ele soubesse que isso era verdade.
O tempo não volta e eu não posso fazer mais nada com relação a ele, porque onde estiver, o que eu faço, não faz mais diferença. Sendo assim, que sentido tem o dia de “Finados”? Serve apenas para eu sentir tristeza e remorso pelo que não fiz ou perdi de quem tanto amava? NÃO! Eu acredito que esse dia não é apenas para lembrarmos dos que já se foram, mas principalmente para refletirmos sobre nossa conduta diante dos que ainda permanecem conosco; pensarmos que cada dia junto dos que amamos é uma segunda chance que temos de não perder as oportunidades que perdemos no passado. Hoje, podemos escolher fazer o que é realmente importante, antes que seja tarde demais...
Acredito, então, que mais importante que querer homenagear os que já se foram é fazer algo pelos que ainda estão conosco. Por isso, diga “Eu te amo” com mais frequência; durma meia hora a menos e use esse tempo conversando com um amigo; diga a sua mãe o quanto ela é importante para você; não dê presentes apenas em aniversários (pode não dar tempo...), pelo contrário, surpreenda quem você ama com presentes inesperados; não perca tanto tempo chateado com alguém porque depois você pode querer esse tempo de volta e não ter mais...
Enfim, faça que quem você ama saiba e sinta isso enquanto há vida, pois depois dela resta-nos apenas a lembrança do que fizemos ou deixamos de fazer.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Homens & Sapatos: Para Garotas


Fonte: garotabeleza.com.br

     Alguma vez na vida você já saiu para comprar sapatos e foi em busca do sapato ideal para a ocasião que estava por vir ou daquele que fizesse seu estilo e completasse sua coleção? Lembra que você rodou, buscou, andou de loja em loja e até mesmo voltou às primeiras lojas que você olhou? Lembra que você provou vários modelos, de formas e cores diferentes? Você pode até ter escolhidos uns “extras”, mas AQUELE sapato você ainda não tinha encontrado. Até que...

     Até que num momento, quando você já estava quase conformada com o que tinha nas mãos, quando seus olhos apenas “passeavam” pelas vitrines num ato de curiosidade apenas, pois em seu coração você pensava “É o jeito levar esse mesmo” ou “Vou deixar para a próxima. Quem sabe, chegam novos modelos”, você vislumbra o sapato PERFEITO. Ele é lindo! O formato, a cor, os detalhes, tudo nele é perfeito e parece ter sido feito sob encomenda só para você.


     Seus olhos se “enchem”, seu coração acelera, você larga de lado o que estava em sua mão e diz ao vendedor “Eu quero aquele!”. Você diz seu número e ele vai buscar. Enquanto ele sai, você fica ansiosa e feliz, num misto de sorte e coincidência pelo que lhe ocorreu. Quando o vendedor retorna trazendo a caixa nas mãos, seus olhos brilham mais uma vez e até o desenho da caixa parece ser encantador. Mas antes de abrir a caixa, o vendedor te dá uma notícia que faz sua garganta “travar” e toda aquela alegria por ter encontrado o sapato ideal, perfeito para você, desvanecer ao ouvir que não tem mais no seu número. Só restou um no número inferior. Você diz “Isso não possível! Deve haver outros nas outras lojas! O senhor pode ir olhar para mim, por favor?” Mas a resposta dele é “Eu já fiz isso e esse é o último de todas as lojas”.


     Nesse momento seu coração aperta e, embora você saiba que aquele número não dá para seu pé, sua vontade e sua expectativa de usá-lo é maior que a realidade. Num milésimo de segundo em sua mente passam as imagens da festa, você com um belo vestido, maquiagem, penteado e o principal: aquele sapato. Então, seu desejo é maior do que aquilo que você já sabe – não vai dar – e ainda assim você calça. O sapato aperta. Você puxa de um lado, folga a correia de outro e finalmente o sapato entra! Você volta a ficar feliz e acredita que dessa vez um número menor vai servir para você, mas ao tentar andar você percebe que será impossível aguentar cinco minutos em pé ou dez minutos sentada com aquele sapato. Nesse instante a realidade vem à tona e toda a “fantasia” da festa criada vai embora. Você senta, tira o sapato, devolve ao vendedor quase chorando e diz que vai levar o outro mesmo ou volta outro dia para ver outros modelos. Ele leva a caixa e seu sonho junto e você volta para casa ou com o que “foi o jeito comprar” ou decepcionada por não ter o que queria.


     Assim também pode acontecer na vida de uma garota que conhece um rapaz e pensa “Esse é o homem da minha vida! Ele é perfeito pra mim! É com quem quero passar o resto da minha vida!”. E você faz de tudo para algo de bom, lindo e verdadeiro dar certo. Mas com o tempo as coisas vão “apertando” e você começa a perceber que, embora ele seja realmente “perfeito”, ele não é o “perfeito” para você. Nesse momento, é preciso ter coragem suficiente para ser realista e abrir mão de algo que é até “perfeito”, mas que não foi feito para você. Insistir só te causará dor e sofrimento e, assim como com um sapato apertado, você pode cair, se ferir ou mesmo “quebrar” aquilo que deveria durar por muito tempo.

     O melhor a se fazer nessas horas é ser realista, se conformar e esperar o “sapato/garoto” perfeito para você! Ele existe! Pois, assim como nas lojas nunca param de chegar novos sapatos com números diversos, inclusive o seu, na vida as pessoas nunca deixam de encontrar seu “par”. Com você não será diferente! ACREDITE: Deus tem alguém (PER)FEITO especialmente para VOCÊ!

Vaso, está esperando sua tampa certa?


    
Fonte: restauranteemsp.com.br 


   Imagine dois vasos plásticos, desses que nossas mães valorizam tanto; um redondo e um quadrado, quase do mesmo tamanho.

     Agora imagine pôr a tampa de um no outro e vice e versa, sendo que dentro de cada um existe determinado conteúdo. O que aconteceria se alguém balançasse esses vasos? E se os colocassem de cabeça para baixo? Preservar o conteúdo íntegro seria difícil, não é mesmo? Assim também pode acontecer em nossas vidas se tentarmos escolher as “tampas” por nossa própria vontade.

     Você pode olhar para um(a) garoto(a) e pensar “Ahhh, eu quero esse(a) pra mim! Olha que lindo(a)! Combina comigo!”, mas se você criar um relacionamento com alguém por beleza, dinheiro, desespero ou porque simplesmente “combina” com você, nas horas difíceis pode acontecer como aquele vaso com a tampa trocada: a tampa cai, o vaso vira e todo o conteúdo é perdido, porque não era a tampa certa.
  
     Acredito que da mesma forma que existe a tampa certa para cada vaso, há uma pessoa certa para cada um de nós; a pessoa que Deus tem e quer te dar – você só precisa esperar! Sabe por quê? Porque essa pessoa é sua “tampa” certa! Assim como no vaso que é tampado com a tampa certa, seu relacionamento será firme e duradouro. Pode haver “balançadas” e “reviravoltas”, mas vaso e tampa (você e seu amor) estarão unidos de tal forma que NADA PODERÁ SEPARÁ-LOS!

     Vaso e tampa, uma vez juntos, não se separam até que a mão que os uniu o faça. Se você pedir a Deus que crie seu relacionamento, em sua vida a frase “O que Deus uniu, homem algum pode separar” será verdade.

     Então, se você (assim como eu) deseja sinceramente ser um “vaso” nas mãos de Deus, a melhor forma de ter um relacionamento abençoado é esperar Deus mandar sua “tampa” certa. E quando esse dia chegar você saberá que valeu a pena esperar, pois será BOM, PERFEITO e AGRADÁVEL!